Os olhares já não me incomodam.
Reconheço que sou diferente, na realidade, indiferente.
Os julgamentos e divagações opostas me motivam a divergir, ser contra e me encontrar.
Gosto de pensar,
Insisto em me esconder
Mas persigo o meu encontramento obsoleto em suposições.
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Sentido Figurado
O sentido é a junção
A razão é pulverizada, formada por miscigenação e divergências
Sou um sentido figurado, eu assumo
A união de várias partes, faces e momentos
Não sou única, sou múltipla
Estou em vários lugares, em momentos diferentes.
A cada momento sou alguém.
Mas depois de cada segundo eu continuo me desconhecendo.
Enfim, não sei o que decido, se defino ou escolho.
Tudo já está ficando escuro, cheio de vozes e pensamentos confrontados em ideologias diferentes e absurdas.
Até quando tudo estará desencontrado?
Até quando será solidão em sentido figurado?
A razão é pulverizada, formada por miscigenação e divergências
Sou um sentido figurado, eu assumo
A união de várias partes, faces e momentos
Não sou única, sou múltipla
Estou em vários lugares, em momentos diferentes.
A cada momento sou alguém.
Mas depois de cada segundo eu continuo me desconhecendo.
Enfim, não sei o que decido, se defino ou escolho.
Tudo já está ficando escuro, cheio de vozes e pensamentos confrontados em ideologias diferentes e absurdas.
Até quando tudo estará desencontrado?
Até quando será solidão em sentido figurado?
quinta-feira, 7 de maio de 2009
DESABITADO

AS LEMBRANÇAS ESTÃO VIVAS EM MINHA MENTE
TUDO O QUE VEJO AGORA É PELÍCULA
AS IMAGENS CIRCULAM EM MEUS OLHOS INTERNOS COMO FILMES
CADA MANHÃ,
BOM DIA,
EXPRESSÃO,
FALA E TRANSFORMAÇÃO,
VÊM A TONA.
TUDO POR AQUI ANDA MEIO QUE DESABITADO
NA REAL, SÓ EU PERSISTI EM TRILHAR ESSE CAMINHOS
COMO SINTO SAUDADES
AS VOZES JÁ NÃO SE CHOCAM
OS GRITOS RETIDOS NÃO SÃO MAIS TÃO IMPORTANTES
O PRIMEIRO ANO, TANTAS ILUSÕES
NO SEGUNDO ANO, FRUSTAÇÕES,
HOJE, NO TERCEIRO DIA, MÚLTIPLAS INDAGAÇÕES.
ELEVADO AO CUBO O “SER OU NÃO SER” POR UM VIÉS JORNALÍSTICO DO
ENTENDER OU SE VENDER
OBSERVO TUDO QUE RESTOU...
UM LÁPIS, VESTÍGIOS DE BORRACHA E UM PAPEL EM BRANCO.
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Crise do Capital Fictício

“(...) o bom governante deve aprender com os mais velhos, seja para evitar cometer os mesmos erros, seja para ter exemplos de como se vence (...)”
Nicolau Maquiavel
A crise financeira americana, reflexo do descontrole hipotecário imobiliário, vêm afetando a economia mundial. Entre diversas injeções bilionárias de dólares no mercado, assistimos a decadência econômica dos Estados Unidos e de seus aliados. Desde 1941 não se tinham resultados tão deploráveis, mas o que surpreende é ter extrapolado os déficits da quebra da bolsa de 1929, essa crise atual já é a maior da história americana.
Os gastos sem rumo controlado com as hipotecas que ofereciam garantias de compra em infinitos produtos literalmente faliram o mercado interno americano e a porcentagem crescente de inadimplência tem colaborado absurdamente, isso fez com um efeito dominó surgisse na economia estadunidense, levando bancos importantíssimos a quebra, como o Lehman Brothers.Talvez isso seja a principal motivação para alguns bancos já estarem vendendo casas à US$ 1,00 (um dólar), exatamente esse valor, isento de cobranças de impostos e documentos que legalizam o imóvel, tudo feito para evitar gastos, uma vez que vender é mais fácil do que manter para a “pós-crise”. Outro fato não estimulante, segundo a Gazeta Mercantil em 23/10, é sobre as empresas americanas, aonde um quarto prevêem demissões e 25% já não contratam mais funcionários, isso é um sinal agravante, pois se o número de desemprego aumenta não há consumo, acabando por desmoronar o mercado interno.
No Brasil, inicialmente a crise parecia que nunca iria chegar pelo país não depender exclusivamente dos EUA ao expandir os seus parceiros de mercado no oriente médio, África, Europa e na América Latina. Ao analisarmos as prematuras declarações de Lula, Guido Mantega e companhia, os Estados Unidos parecia ser um país isolado em outro planeta. Porém o discurso mudou, no último 22/10, quando Lula perdeu o “medo” e falou em resposta aos questionamentos sobre a solidez econômica, afirmando as medidas que seriam tomadas para amenizar os efeitos da crise internacional no Brasil. Reduzir gastos, proteger as empresas do setor privado que mais geram empregos e não paralisar as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), são prioridade para o governo.
Porém os discursos otimistas de Lula, não convêm com a realidade atual, que segue com as quedas crescentes da Bolsa de Valores, a alta dos juros (170,2% apenas no cheque especial), o aumento do risco país Brasil, queda da adesão de empréstimos aos bancos de grande porte, dificuldades em financiamentos para pessoas físicas e o aumento da inflação, exemplifiquem para nosso presidente o que vivemos, nós brasileiros.
Todos, inclusive o Brasil, aguardam ansiosamente por uma resposta, porém não é possível especular término para essa tensão temerosa internacional. Espera-se uma melhora na retomada da confiança dos investidores após a divulgação da lista dos indicadores de nível de atividade dos países desenvolvidos, que trará uma certa segurança sobre qual país oferece menos riscos para o destino de capital. Outro resultado muito esperado são as medidas encontradas pela Cúpula do G20, no próximo de 15 de novembro em Washington, pelos principais líderes de países em desenvolvimento e industrializados.
Em 1929 a crise partiu da depreciação do setor agrícola e industrial, em 2008 o apontamento crucial está no mercado imobiliário, porém acredito que não se deve isolar assim um problema tão amplo. Considerando a complexidade de um mercado baseado na retenção de maior capital, agrego a “culpa” de uma forma geral a especulação, ou seja, ao capital imaginário, aquele que sem existir já está sendo gasto ou valorizado sem garantia de vir a ser real. Acredito num prolongamento da crise, até que o capitalismo venha novamente se reerguer seduzindo e recrutando com fórmulas mágicas de financiamento novos compradores, já que a máquina mundial de lucro pode entrar em recessão mas nunca em extinção.
terça-feira, 14 de outubro de 2008
“Arquitetura da Destruição”

O título “Arquitetura da Destruição”, condiz naturalmente com o contexto exposto ao longo do documentário, aonde Hitler é colocado além daquela imagem superficial de líder político terminantemente persuasivo, imperativo e anti-semita mostra-se o seu lado artístico e as influências que o levaram a criar a ideologia nazista que tinha por obstinação a construção de uma sociedade “limpa” esteticamente.
O discurso político de Hitler baseava-se numa idéia estética pessoal com excelência em perfeição, que seria alcançada com a formulação de um Novo Estado, aonde a bagagem cultural anterior ficaria póstuma ao novo conceito do que era correto a arte classicista com forte ascêndia grega. A estética vem para atuar como estratégia de mornar e deixar a consciência alemã sem remorso, as execessivas propagandas publicitárias, exposições e depoimentos políticos ao público, deixavam isso cada cada vez mais claro. Os verdadeiros ideias do governo ditatorial nazista eram o de adquirir expansão territorial, industrial e estabilidade econômica e se escondiam atrás do discurso de que o anti-semitismo exterminativo garantiria a saúde alemã.
Incentivados pela ideologia hitleriana, o nazismo, seguia-se firme e forte em seus preceitos. As vidas exterminadas, eram encaradas com normalidade e frieza. Deveriam ser mortos todos que fugissem do padrão saudável - portadores de necessidades especiais - , e os que aferiam tributo de corrompimento à raça ariana - judeus, ciganos, homossexuais, eslavos e maçons-, sempre ressaltando que com essas mortes a identidade alemã estava sendo fortificada.
Havia uma grande manipulação em torno de todos os aspectos sociais, fossem nas propagandas que ridicularizavam o feio, na eutanásia que eliminava os estereótipos “doentes”, no cinema que exaltava os alemães, nas artes que alicerçava os componentes para o novo governo, nas grandiosas e monumentais construções com semelhança notável grego-romana, (...). Tudo refletia a obsessão que Hitler possuía em realizar suas ambições, seus desejos. Uma arquitetura destrutiva e destrutível, assim foi a hitleriana, que devastou milhares de vidas inocentes para supostamente varrer a sujeira de uma nação dando-lhe harmonia e ápice belo. Traída pela sua própria “estética”, foi ridicularizada quando vencida, por ofender a moralidade humana em níveis globais e também por ser uma ameaça militar.
O discurso político de Hitler baseava-se numa idéia estética pessoal com excelência em perfeição, que seria alcançada com a formulação de um Novo Estado, aonde a bagagem cultural anterior ficaria póstuma ao novo conceito do que era correto a arte classicista com forte ascêndia grega. A estética vem para atuar como estratégia de mornar e deixar a consciência alemã sem remorso, as execessivas propagandas publicitárias, exposições e depoimentos políticos ao público, deixavam isso cada cada vez mais claro. Os verdadeiros ideias do governo ditatorial nazista eram o de adquirir expansão territorial, industrial e estabilidade econômica e se escondiam atrás do discurso de que o anti-semitismo exterminativo garantiria a saúde alemã.
Incentivados pela ideologia hitleriana, o nazismo, seguia-se firme e forte em seus preceitos. As vidas exterminadas, eram encaradas com normalidade e frieza. Deveriam ser mortos todos que fugissem do padrão saudável - portadores de necessidades especiais - , e os que aferiam tributo de corrompimento à raça ariana - judeus, ciganos, homossexuais, eslavos e maçons-, sempre ressaltando que com essas mortes a identidade alemã estava sendo fortificada.
Havia uma grande manipulação em torno de todos os aspectos sociais, fossem nas propagandas que ridicularizavam o feio, na eutanásia que eliminava os estereótipos “doentes”, no cinema que exaltava os alemães, nas artes que alicerçava os componentes para o novo governo, nas grandiosas e monumentais construções com semelhança notável grego-romana, (...). Tudo refletia a obsessão que Hitler possuía em realizar suas ambições, seus desejos. Uma arquitetura destrutiva e destrutível, assim foi a hitleriana, que devastou milhares de vidas inocentes para supostamente varrer a sujeira de uma nação dando-lhe harmonia e ápice belo. Traída pela sua própria “estética”, foi ridicularizada quando vencida, por ofender a moralidade humana em níveis globais e também por ser uma ameaça militar.
A importância de se ler com adequação

A contemporaneidade trouxe consigo a “era informacional”, aonde se caracteriza pela facilidade e pulverização constante e dinâmica de informação de diversas fontes, isso exigi daqueles que precisam manter-se atualizados uma ler incansável, para que não se deixe escapar nada, e possa manter-se sempre ciente de novas notícias com velocidade. A rapidez com a qual se deve ler não pode abrir espaços para inferências negativas e muito menos ruídos que comprometerão a excelência do texto, portanto interpretar um texto com clareza, é o principal fator para se ler com adequação.
Existem vários fatores que implicam no entendimento correto de um texto, o principal, é a linguagem. O leitor precisa partilhar do conhecimento do código (idioma) a ser usado pelo escritor do texto, pois ele traz sobre si, a responsabilidade de demarcar a decodificação correta, para que não ocorra nenhuma alteração daquilo que se era intencionado transmitir pelo autor, evitando problemas de comunicação.
Além da linguagem é necessário observar a relação entre contexto e texto, empregando sempre o nível de coerência e coesão, para se obter uma situcionalidade em relação à consistência e relevância das informações dispostas ao longo do texto. Seria impossível afirmar que ninguém tem ouvido os comentários de um erro encontrado dentro do contexto de algum artigo, e isso ocorre com freqüência devido a mistura de muitas informações que acabam não conferindo em seu final o que fora predisposto no início, dando um efeito ruim ao conteúdo do texto (contexto) que ficará descentralizado, por exemplo começará com morango e terminará com pêssego.
Ao iniciarmos uma leitura é possível ver como estamos suscetíveis a uma espécie de hierarquia do textual, aonde precisamos ter uma percepção aguçada e tentar compreender o que o “Eu” que é aquele que manipulou as palavras redigidas estava tentando emitir. Por isso, muitas vezes ao ler textos de outras culturas as quais não somos expostos, temos que consultar outras fontes para que consigamos nos situcionalizar dentro do ambiente descrito. A relação entre o conhecimento de mundo partilhado entre o “Eu” e o “Tu” – leitor - é crucial para que o nível de informatividade seja inteligível.
O número de leitores automáticos ou funcionais – aqueles que lêem e não compreendem o que lerão - é exorbitante e vergonhoso no Brasil. Infelizmente não está cultivado no berço da maioria o hábito de ler, que pena, por que a informação hoje é sinônimo de status. Quem consegue ler e interpretar com clareza um texto, é candidato a adquirir boas oportunidades de emprego, por exemplo, mas a principal motivação para se ler com adequação deve ser o fato de não ter estampado sobre si o fardo de ter oculta a realidade de uma situação.
Charge política – sua importância na conscientização popular
As charges devem ser analisadas como uma ferramenta necessária para a compreensão social de algum acontecimento, por carregar em si, através de uma espécie de “pacote complexivo” a imagem com a mensagem a ser transmitida, desencadeando com o humor de suas representações, o estímulo eficaz que contribuí ao entendimento das informações mais problemáticas.
Os primeiros vestígios do uso da ilustração na mídia, veio a ser no Estados Unidos no século XVIII e as mensagens transmitidas através de folhetins – normalmente -, tinham a intenção de fortalecer o nacionalismo americano para que se alcance a independência estatal.
No Brasil, o uso das ilustrações em primeiro momento, era apenas para transmitir cenas rurais, urbanas, da família real e de escravos. Com o passar dos anos, os ilustradores nacionais foram aprimorando sua técnica, conforme tinham contato com entendidos do meio no exterior. Das simples ilustrações dos pasquins da família real até a contemporaneidade das charges nos jornais de grande circulação, percebemos uma modificação dos traços das caricaturas e uma dinamicidade na forma à qual transmiti-se a mensagem.
As charges são muito utilizadas no meio jornalístico atual por ser de fácil compreensão e conseguir traduzir com exatidão a mensagem satírica, porém muito crítica, em relação a diferentes fatos graficamente.
As charges são muito utilizadas no meio jornalístico atual por ser de fácil compreensão e conseguir traduzir com exatidão a mensagem satírica, porém muito crítica, em relação a diferentes fatos graficamente.
Delimitando-nos no cunho político, observa o uso da charge desde os primórdios do século XVIII quando os Estados Unidos ainda buscava sua independência, e também nas manifestações artísticas da França que eram sacralizadas pelas suas revoluções.
No Brasil parece que desde sempre, a história das charges confunde-se com a trajetória dos primeiros atos jornalísticos, já que suas primeiras ilustrações eram para informar os escândalos da corte real. No cenário atual não é diferente diariamente nos jornais impressos de grande circulação, nos sites que informam sobre política e em alguns programas televisionados sempre estão lá alguma charge que vai instigar curiosidade no observador e o levará a descobrir os desfalques dos cofres públicos, as viagens numerosas do Sr. Presidentes Luís Inácio Lula da Silva ou a importância de não vender o seu voto.
Para que se seja possível uma compreensão geral da importância das charges como formadora de opinião popular, estarão dispostos ao longo do texto conceitos específicos sobre charge.
A charge crítica – opinativa
A charge crítica – opinativa
A construção de uma charge é totalmente opinativa, pois dentro dela estará a inferência do autor, ou seja, sua impressão sobre o que viu expressa na caricatura. A cumplicidade entre o emissor e receptor é indispensável para a compreensão global da mensagem, pois quando o autor transforma pessoas públicas reais em personagens, a expectativa é de que o leitor seja capaz de identificar quem é o caricaturado e conheça na íntegra, ou pelo menos parte dela, a história a ser satirizada na charge. Portanto, a charge adquiri valor crítico e opinativo, pelo fato do autor ter um posicionamento frente a algum fato e expô-lo em sua obra.
O público alvo das charges
O público alvo das charges
O cenário atual das charges está bem diversificado em seu público, e isso é um bom sinal, pois demonstra que não existem barreiras amplas para que elas não venham a ser conhecidas.
Antes, as charges eram vistas apenas pelo público elitizado que tinham acesso aos jornais. Com a evolução das charges elas vieram a se popularizando ganhando espaço nas revistas e até nos jornais televisados em horário nobre com pequenas aparições. Agora com o advento da internet a visualização de conteúdo relacionado à charge está viabilizada, é possível conhecer em período cronológico ou visualizar em sites específicos charges que satirizam a notícia principal do dia.
Mesmo tendo agora uma ramificação ampla entre os meios de comunicação dispensada aos admiradores das charges os “produtos alvo” mantêm-se tradicionalmente apontado para os leitores de jornais e revistas.
Humor político – fácil compreensão
Antes, as charges eram vistas apenas pelo público elitizado que tinham acesso aos jornais. Com a evolução das charges elas vieram a se popularizando ganhando espaço nas revistas e até nos jornais televisados em horário nobre com pequenas aparições. Agora com o advento da internet a visualização de conteúdo relacionado à charge está viabilizada, é possível conhecer em período cronológico ou visualizar em sites específicos charges que satirizam a notícia principal do dia.
Mesmo tendo agora uma ramificação ampla entre os meios de comunicação dispensada aos admiradores das charges os “produtos alvo” mantêm-se tradicionalmente apontado para os leitores de jornais e revistas.
Humor político – fácil compreensão
Falar de política é algo que exige um vocabulário extremamente culto e codificado por siglas de partidos, nomes “nunca” lembráveis de partidários e acompanhados de uma descrição interminável das atrocidades feitas pelos políticos. Não. Pelo menos, não, nas charges.
O humor visto nas charges mostra que é possível localizar-se politicamente sem estar delimitado à jargões, porém não é correto afirmar que se está isento de consultar um jornal para saber do que se trata as informações contidas nas caricaturas, com um estilo coloquial e cômico elas são capazes de ironizar a realidade de algo que tanto nos afligi: a política.
A capacidade de transpor humor, junto à fixação da mensagem com imagens, comove um fenômeno as charges, pois o seu conteúdo não deixa de ser consistente para informar. Justamente essa “leveza-crítica” que há nas charges, caracteriza o seu sucesso, pois ela não precisa dizer o que quer numa precisão de palavras, a mensagem fica anexada no que consideramos como “pacote complexivo”, que é equivalente a caricaturas mais a legenda, tornando o humor político facilmente compreendido com as sugestões, às vezes, implícitas no conteúdo global das charges.
Charge política - importância na conscientização popular
O humor visto nas charges mostra que é possível localizar-se politicamente sem estar delimitado à jargões, porém não é correto afirmar que se está isento de consultar um jornal para saber do que se trata as informações contidas nas caricaturas, com um estilo coloquial e cômico elas são capazes de ironizar a realidade de algo que tanto nos afligi: a política.
A capacidade de transpor humor, junto à fixação da mensagem com imagens, comove um fenômeno as charges, pois o seu conteúdo não deixa de ser consistente para informar. Justamente essa “leveza-crítica” que há nas charges, caracteriza o seu sucesso, pois ela não precisa dizer o que quer numa precisão de palavras, a mensagem fica anexada no que consideramos como “pacote complexivo”, que é equivalente a caricaturas mais a legenda, tornando o humor político facilmente compreendido com as sugestões, às vezes, implícitas no conteúdo global das charges.
Charge política - importância na conscientização popular
A exatidão na transmissão das mensagens através das charges é surpreendente. Não existe a necessidade de ser bacharel para compreender o que se quer transmitir. O nível conscientização de uma charge está na criticidade e criatividade do autor, se esse, dispor informações que possam mudar o rumo de um voto, mostrando que um candidato da prefeitura foi pego com dólares desviados dos cofres públicos na cueca, com certeza, isso atingiria desde o jovem ao senhor eleitor, podendo mudar o ciclo do seu voto para um candidato não corrupto. Essa é a importância, trazer à tona, revelar de maneira dinâmica com a imagem, que viabiliza o processo de retenção persuasiva e mental da mensagem explícita ou implícita nas charges, retirando o leitor de uma espécie de caverna mentirosa, trazendo-o para a realidade reformulando sua maneira de agir como ser consciente e interventor do meio social que atua.
Três momentos da charge internacional e nacional
- Século XIX: Zé Povinho
Criado pelo português Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905) em 1875, Zé Povinho, era o personagem das charges que satirizavam o governo português e seus deslizes políticos, sociais e econômicos. Durante sua estadia no Brasil colaborou para diversos segmentos através de suas charges a também fundou alguns jornais importantíssimos.
Entre suas obras mais famosas estão: “A Grande Porca” aonde todos mamam na política; “O ultimatum” que representa o cenário português em 1890 quando a Inglaterra pressionava a retirada dos portugueses nas extremidades da África; e fundou os jornais “Psit” e o “Besouro”.
Três momentos da charge internacional e nacional
- Século XIX: Zé Povinho
Criado pelo português Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905) em 1875, Zé Povinho, era o personagem das charges que satirizavam o governo português e seus deslizes políticos, sociais e econômicos. Durante sua estadia no Brasil colaborou para diversos segmentos através de suas charges a também fundou alguns jornais importantíssimos.
Entre suas obras mais famosas estão: “A Grande Porca” aonde todos mamam na política; “O ultimatum” que representa o cenário português em 1890 quando a Inglaterra pressionava a retirada dos portugueses nas extremidades da África; e fundou os jornais “Psit” e o “Besouro”.
“... não estamos filiados em nenhum partido; se o estivéssemos, não seríamos decerto conservadores nem liberais. A nossa bandeira é a VERDADE. Não recebemos inspirações de quem quer que seja e se alguém se serve do nosso nome para oferecer serviços, que só prestamos à nossa consciência e ao nosso dever, - esse alguém é um infame impostor que mente.” ( O Besouro, 1878)
- Século XX: Henfil
O brasileiro Henrique de Souza Filho (1944 – 1988), era jornalista, escritor, diretor e ator de cinema e cartunista. Sempre acentuou desde o início de sua carreira o cunho de cartunista político, foi um excelente crítico social através das charges sempre tendo uma postura firme dentro do cenário nacional.Dentro das charges posicionou-se contra a Ditadura Militar, apoiou as Diretas Já e a anistia dos presos políticos.
Suas principais obras são: “Os fradinhos” e a Graúna, o Capitão Zeferino e o Orelhão fazendo sátiras nas caricaturas sobre a realidade nacional; “A Revista do Henfil (em co-autoria com Oswaldo Mendes)” no teatro; “ Tanga - Deu no New York Times” no cinema; “ TV Homem, do programa” na TV Mulher, na Rede Globo; e os livros “Hiroshima, meu Humor” (1976) “Diário de um Cucaracha” (1983), ”Dez em Humor” (coletiva, em 1984), ”Diretas Já” (1984), “Henfil na China’ (1984), ”Fradim de Libertação’ (1984), ”Como se Faz Humor Político” (1984) e ”Cartas da Mãe” (1986).
“Se não houver frutos
Valeu a beleza das flores
Se não houver flores
Valeu a sombra das folhas
Se não houver folhas
Valeu a intenção da semente”
Henfil
- Século XXI: A era Lula
Para falar sobre as charges contemporâneas, escolhemos um artista engajado em mostrar, de forma humorística e criativa, os processos políticos brasileiros.
Márcio Malta (mais conhecido como Nico), nascido em 1993, é um chargista conhecido por fazer críticas sociais, com ênfase na política. Como principais obras, ele tem: “Henfil – O humor subversivo” e “E agora Lula? – Charges de um desastrado governo”.
“Enxergo a charge como um instrumento de informação crítica e ao mesmo tempo descontraída. Por não ter compromisso com o real, pode inventar situações e inverter papéis. Nos veículos de comunicação a charge funciona como um auxílio à notícia, uma interpretação bem humorada dos fatos cotidianos. O chargista é um jornalista do traço.”
Nico
- Século XX: Henfil
O brasileiro Henrique de Souza Filho (1944 – 1988), era jornalista, escritor, diretor e ator de cinema e cartunista. Sempre acentuou desde o início de sua carreira o cunho de cartunista político, foi um excelente crítico social através das charges sempre tendo uma postura firme dentro do cenário nacional.Dentro das charges posicionou-se contra a Ditadura Militar, apoiou as Diretas Já e a anistia dos presos políticos.
Suas principais obras são: “Os fradinhos” e a Graúna, o Capitão Zeferino e o Orelhão fazendo sátiras nas caricaturas sobre a realidade nacional; “A Revista do Henfil (em co-autoria com Oswaldo Mendes)” no teatro; “ Tanga - Deu no New York Times” no cinema; “ TV Homem, do programa” na TV Mulher, na Rede Globo; e os livros “Hiroshima, meu Humor” (1976) “Diário de um Cucaracha” (1983), ”Dez em Humor” (coletiva, em 1984), ”Diretas Já” (1984), “Henfil na China’ (1984), ”Fradim de Libertação’ (1984), ”Como se Faz Humor Político” (1984) e ”Cartas da Mãe” (1986).
“Se não houver frutos
Valeu a beleza das flores
Se não houver flores
Valeu a sombra das folhas
Se não houver folhas
Valeu a intenção da semente”
Henfil
- Século XXI: A era Lula
Para falar sobre as charges contemporâneas, escolhemos um artista engajado em mostrar, de forma humorística e criativa, os processos políticos brasileiros.
Márcio Malta (mais conhecido como Nico), nascido em 1993, é um chargista conhecido por fazer críticas sociais, com ênfase na política. Como principais obras, ele tem: “Henfil – O humor subversivo” e “E agora Lula? – Charges de um desastrado governo”.
“Enxergo a charge como um instrumento de informação crítica e ao mesmo tempo descontraída. Por não ter compromisso com o real, pode inventar situações e inverter papéis. Nos veículos de comunicação a charge funciona como um auxílio à notícia, uma interpretação bem humorada dos fatos cotidianos. O chargista é um jornalista do traço.”
Nico
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