terça-feira, 14 de outubro de 2008

“Arquitetura da Destruição”


O título “Arquitetura da Destruição”, condiz naturalmente com o contexto exposto ao longo do documentário, aonde Hitler é colocado além daquela imagem superficial de líder político terminantemente persuasivo, imperativo e anti-semita mostra-se o seu lado artístico e as influências que o levaram a criar a ideologia nazista que tinha por obstinação a construção de uma sociedade “limpa” esteticamente.
O discurso político de Hitler baseava-se numa idéia estética pessoal com excelência em perfeição, que seria alcançada com a formulação de um Novo Estado, aonde a bagagem cultural anterior ficaria póstuma ao novo conceito do que era correto a arte classicista com forte ascêndia grega. A estética vem para atuar como estratégia de mornar e deixar a consciência alemã sem remorso, as execessivas propagandas publicitárias, exposições e depoimentos políticos ao público, deixavam isso cada cada vez mais claro. Os verdadeiros ideias do governo ditatorial nazista eram o de adquirir expansão territorial, industrial e estabilidade econômica e se escondiam atrás do discurso de que o anti-semitismo exterminativo garantiria a saúde alemã.
Incentivados pela ideologia hitleriana, o nazismo, seguia-se firme e forte em seus preceitos. As vidas exterminadas, eram encaradas com normalidade e frieza. Deveriam ser mortos todos que fugissem do padrão saudável - portadores de necessidades especiais - , e os que aferiam tributo de corrompimento à raça ariana - judeus, ciganos, homossexuais, eslavos e maçons-, sempre ressaltando que com essas mortes a identidade alemã estava sendo fortificada.
Havia uma grande manipulação em torno de todos os aspectos sociais, fossem nas propagandas que ridicularizavam o feio, na eutanásia que eliminava os estereótipos “doentes”, no cinema que exaltava os alemães, nas artes que alicerçava os componentes para o novo governo, nas grandiosas e monumentais construções com semelhança notável grego-romana, (...). Tudo refletia a obsessão que Hitler possuía em realizar suas ambições, seus desejos. Uma arquitetura destrutiva e destrutível, assim foi a hitleriana, que devastou milhares de vidas inocentes para supostamente varrer a sujeira de uma nação dando-lhe harmonia e ápice belo. Traída pela sua própria “estética”, foi ridicularizada quando vencida, por ofender a moralidade humana em níveis globais e também por ser uma ameaça militar.

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